
Beatriz Costa
Nasceu a 14 de Dezembro de 1907 no lugar da Charneca do Milharado, no Casal Barreiro, concelho de Mafra e faleceu a 15 de Abril de 1996 aos 88 anos.
Estreou-se como corista aos 15 anos na revista “Chá e Torradas” (1923).
A 22 de Julho de 1924 participa na revista “Rés Vês” no Teatro Maria Vitória e, dado o agrado da sua actuação, António de Macedo ensaia-la-ía no Teatro Avenida para um númerozinho que a “elevaria de posto”.
Na manhã de 24/07/24 com 16 anos e meio, embarca no “ Lutelia “ com a Companhia para o Brasil e lá permaneceu até 1926.
Regressa a Lisboa já em lugar de destaque ao lado Nascimento Fernandes em “ Ditosa Pátria”, no Trindade, a 7 de Julho de 1925.
Na sua segunda tournée ao Brasil em 1929, com a Companhia de Eva Stachino, foi recebida sobre as mais efusivas manifestações e relembrada a sua revelação como actriz nos grandes órgãos de imprensa da América do Sul.
Em 1933 a sua imagem perenizava-se n’ “A Canção de Lisboa” e em 1936, aquando a lendária revista “Arre Burro” faz parte do elenco de “O Trevo de Quatro Folhas”.
Em 1937 a Beatriz ganha ao lado de Vasco Santana os votos de preferência dos cinéfilos portugueses e são eleitos “príncipes do cinema português”. Entre novas revistas até ao fim da década, contaram-se “ Há festa na Moraria” (1937), “Sempre em Pé” (1938), “É Real” (1939); e no cinema representou no filme “A Aldeia da Roupa Branca” (1939) de Chianca de Garcia, no papel da lavadeira Gracinda, o seu último filme aos 31 anos.
A partir desta altura começa a dedicar-se às viagens por todo o mundo, assistindo a todos os festivais de teatro, de Ocidente a Oriente, e conheceu personalidades como Salvador Dali, Pablo Picasso, Greta Garbo, Edith Piaf ou o Rei Hassan II de Marrocos.
Depois do 25 de Abril – quando vivia no Hotel Tivoli, onde viveu até morrer – começou a publicar livros sobre a sua espantosa vida (já anteriormente a “publicara” em vários capítulos nas “Páginas das Minhas Memórias” nos anos 30), aconselhada e incentivada por Tomás Ribeiro Colaço. De notar que não sabia escrever até aos 13 anos, mas aprendeu sozinha seguindo a sua ambição de saber (a sua alfabetização começou à mesa da “Brasileira” rodeada por homens como Almada Negreiros, Gualdino Gomes, Aquilino Ribeiro, Vitorino Nemésio, entre outros).
Morreu dia 15 de Abril de 1996, aos 88 anos com a serenidade que os deuses deviam conceder sempre a quem propagou alegria à sua volta.
Nasceu a 14 de Dezembro de 1907 no lugar da Charneca do Milharado, no Casal Barreiro, concelho de Mafra e faleceu a 15 de Abril de 1996 aos 88 anos.
Estreou-se como corista aos 15 anos na revista “Chá e Torradas” (1923).
A 22 de Julho de 1924 participa na revista “Rés Vês” no Teatro Maria Vitória e, dado o agrado da sua actuação, António de Macedo ensaia-la-ía no Teatro Avenida para um númerozinho que a “elevaria de posto”.
Na manhã de 24/07/24 com 16 anos e meio, embarca no “ Lutelia “ com a Companhia para o Brasil e lá permaneceu até 1926.
Regressa a Lisboa já em lugar de destaque ao lado Nascimento Fernandes em “ Ditosa Pátria”, no Trindade, a 7 de Julho de 1925.
Na sua segunda tournée ao Brasil em 1929, com a Companhia de Eva Stachino, foi recebida sobre as mais efusivas manifestações e relembrada a sua revelação como actriz nos grandes órgãos de imprensa da América do Sul.
Em 1933 a sua imagem perenizava-se n’ “A Canção de Lisboa” e em 1936, aquando a lendária revista “Arre Burro” faz parte do elenco de “O Trevo de Quatro Folhas”.
Em 1937 a Beatriz ganha ao lado de Vasco Santana os votos de preferência dos cinéfilos portugueses e são eleitos “príncipes do cinema português”. Entre novas revistas até ao fim da década, contaram-se “ Há festa na Moraria” (1937), “Sempre em Pé” (1938), “É Real” (1939); e no cinema representou no filme “A Aldeia da Roupa Branca” (1939) de Chianca de Garcia, no papel da lavadeira Gracinda, o seu último filme aos 31 anos.
A partir desta altura começa a dedicar-se às viagens por todo o mundo, assistindo a todos os festivais de teatro, de Ocidente a Oriente, e conheceu personalidades como Salvador Dali, Pablo Picasso, Greta Garbo, Edith Piaf ou o Rei Hassan II de Marrocos.
Depois do 25 de Abril – quando vivia no Hotel Tivoli, onde viveu até morrer – começou a publicar livros sobre a sua espantosa vida (já anteriormente a “publicara” em vários capítulos nas “Páginas das Minhas Memórias” nos anos 30), aconselhada e incentivada por Tomás Ribeiro Colaço. De notar que não sabia escrever até aos 13 anos, mas aprendeu sozinha seguindo a sua ambição de saber (a sua alfabetização começou à mesa da “Brasileira” rodeada por homens como Almada Negreiros, Gualdino Gomes, Aquilino Ribeiro, Vitorino Nemésio, entre outros).
Morreu dia 15 de Abril de 1996, aos 88 anos com a serenidade que os deuses deviam conceder sempre a quem propagou alegria à sua volta.
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